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Educação
ambiental e inclusão social, outra prioridade do Tamar |
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Grande parte do
trabalho de educação ambiental, inclusão social e geração de
renda desenvolvida pelo Tamar em todo o país é dirigida
crianças e jovens carentes das comunidades costeiras onde o
Projeto atua. Os programas do Tamar, muitas vezes representam
a única chance para filhos e filhas de pescadores aprenderem
um novo ofício, são eles também que levam para o futuro a
mensagem conservacionista do Projeto. |
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A Base de
Ubatuba é uma das que se destacam nesse trabalho, através
de programas como a Oficina de Sacolas de Papel Reciclado
e o Projeto Cuidados com a Vida.
A Oficina de Sacolas de Papel Reciclado foi criada em
1997, com recursos do Banco Interamericano de
Desenvolvimento – BID, a oficina atende em dois turnos,
crianças e adolescentes entre 9 a 17 anos, pertencentes a
famílias de baixa renda, moradores dos bairros adjacentes
ao Projeto Tamar. Para participar é fundamental que
estejam matriculados e freqüentem a escola regularmente. |
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A oficina produz
7 mil sacolas de papel por mês e uma nova linha de papelaria
está para ser lançada, as sacolas são usadas nas lojas do
Tamar em Ubatuba e em uma loja franqueada na grande São Paulo.
Do recurso total arrecadado com a venda das sacolas, 60% são
repartidos entre os integrantes da oficina de acordo com a
produção de cada um, o restante é utilizado na compra de
material para confecção das sacolas.
O Projeto Cuidados com a Vida é realizado com a Cooperativa
Educacional de Ubatuba, onde as crianças participam das
atividades de campo e aprendem a cuidar das tartarugas
marinhas.
A equipe do Tamar também procura encontra colocação para os
jovens quando completam 18 anos e precisam deixar o programa,
alguns são contratados pelo próprio Projeto, que os aproveitam
em outras atividades.
Na praia do Camburi, uma comunidade remanescente de quilombo
vive isolada dentro do Parque Estadual da Serra do Mar. Com
300 habitantes, não tem energia elétrica, água encanada ou
saneamento básico. Com uma enseada de 600 metros de extensão
onde fica o rancho dos pescadores, foi um dos primeiros
lugares aonde o Tamar chegou quando instalou sua Base no
litoral paulista. No início um pescador, o Seu José Lúcio de
Oliveira começou a ajudar o Projeto, hoje 12 pescadores
colaboram com o Tamar, se aparece uma tartaruga presa na rede
de pesca ou alguém precisa de um socorro, é só chamar a Base
pelo rádio VHF, que o Tamar mantém instalado na venda do
Isaias e do Firmino, sendo o único meio de comunicação com a
cidade.
O Tamar implantou no local um de seus programas de inserção
social e geração de renda, reunindo mulheres da comunidade em
um grupo organizado de costureiras, elas produzem tartarugas
coloridas de pano e areia, vendidas nas lojas do Projeto, como
prendedores de porta ou objeto de decoração. |
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